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UFMS apresenta case premiado de gestão de ativos e Aragon Fernandes debate governança de IA no 7.º Tech Talks das Federais.

Encontro debateu o tema: “Como governar a Inteligência Artificial sem frear a inovação acadêmica?” Realizada em 7 de maio de 2026, a 7.ª edição do Tech Talks das Federais reuniu 735 inscritos(as), com pico de 452 participantes simultâneos de todo o país, para debater o tema “Como governar a Inteligência Artificial sem frear a inovação acadêmica?”. O encontro organizado pelo Colégio Gestor de TIC das Universidades Federais (CGTIC) – ANDIFES, em conjunto com a Unifesp, coorganizado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e marcou a segunda edição do ano de uma temporada que promete aprofundar os debates sobre transformação digital no ensino superior público brasileiro. A abertura contou com a participação de Anderson Viçoso de Araujo, Diretor da Agência de TIC da UFMS, que destacou o protagonismo da instituição na construção coletiva de soluções tecnológicas para as universidades federais. “A UFMS está sempre à disposição. Cada vez que somos chamados, a gente está aqui para ajudar”, afirmou Anderson, reforçando o compromisso da instituição com a rede federal de TIC. Paulo Henrique Azevedo, Vice Coordenador do CGTIC e Secretário de TI da Universidade Federal de Catalão, representando a região Centro-Oeste, destacou a atualidade dos dois temas da edição. “Governança de IA e critério de obsolescência de computadores são assuntos que a gente precisa lidar no cotidiano. Eles convergem na questão da governança — não são temas separados”, pontuou. Lidiane Cristina da Silva, Presidente do CGTIC/Andifes e Superintendente de TI da Unifesp, encerrou o bloco de abertura destacando a relevância do momento. “A gente já é auditado em relação à governança de TI, mas agora estamos lidando com uma nova realidade: a governança de IA. Falar desse tema aqui é muito importante. Tenho certeza que todos vão tirar bastante insights para as universidades.” Estevão Diniz Broering apresenta case premiado da UFMS: 18% de redução de custos e três anos a mais de vida útil dos equipamentos Estevão Diniz Broering, Coordenador de Gestão de Ativos de TIC da UFMS e doutorando em Administração, apresentou o relato técnico “Critério para Obsolescência de Computadores: Gestão na Distribuição e Otimização de Aquisições”, trabalho premiado no WTCIFES 2025. O case revelou como a UFMS transformou a gestão reativa de hardware em uma estratégia proativa orientada por dados. O ponto de partida foi um dilema comum a todas as federais: alta demanda por serviços digitais, orçamento limitado e obsolescência tecnológica acelerada — agravada, atualmente, pela necessidade de processadores com núcleos dedicados a IA. A solução foi a implementação de um modelo de gestão baseado em análise multicritérios, com pontuação objetiva para cada ativo do parque tecnológico, considerando processador, memória RAM, armazenamento e depreciação do fabricante. O sistema utiliza o OCS Inventory, software open source, integrado ao GLPI e a um painel em Power BI, que permite aos gestores visualizar em tempo real a classificação de cada equipamento — de ótimo a péssimo — por unidade, tipo de tecnologia e período de comunicação. “O obsoleto não é mais aquele computador que quebrou. É aquele que, mesmo funcionando, não atende mais as exigências das aplicações atuais”, explicou Estevão. Com uma amostra de 4.247 computadores, 41% classificados como ótimos e cerca de 33% demandando ação imediata, a UFMS passou a justificar tecnicamente cada aquisição, remanejando estrategicamente equipamentos intermediários para setores de menor demanda, como laboratórios estudantis e balcões de atendimento. Upgrades pontuais — como a substituição de HDs mecânicos por SSDs — ampliaram a vida útil dos equipamentos em três anos e geraram uma economia de 18% nos custos de gestão. Aguinaldo Aragon Fernandes apresenta framework prático de governança de IA para universidades federais A palestra principal foi conduzida por Aguinaldo Aragon Fernandes, doutor em Engenharia pela USP, pós-doutorando no PPGI da Uninove e referência nacional em Governança de TI e IA. Autor de múltiplos livros e consultor sênior com experiência em projetos de Discovery de Dados, Sistemas de IA e normas ISO 27.001 e 20.000, Aragon trouxe uma visão que conectou rigor acadêmico e prática institucional. O ponto central da palestra foi a afirmação de que a governança de IA transcende a área de TI. “A IA começa a exigir que outras áreas da organização, que não necessariamente a TI, sejam envolvidas no processo decisório”, destacou. Aragon apresentou um framework baseado na norma ISO 38.500, estruturado em três dimensões de governança — dirigir, monitorar e avaliar —, com atenção especial ao envolvimento de partes interessadas: estudantes, docentes, pesquisadores e a própria sociedade no entorno das universidades. Um dos pontos mais debatidos foi a diferença entre governança e gestão na aplicação da IA. Para Aragon, cabe à governança — e não à TI — a definição de políticas corporativas, a responsabilização pelos dados e modelos utilizados, a definição da estratégia de IA institucional e a supervisão do cumprimento das políticas. À gestão, cabe a operacionalização: gerenciamento de riscos, conformidade, desenvolvimento e sustentação de sistemas. Aragon propôs ainda que as universidades adotem modelos de sandbox para inovação em ensino e gestão acadêmica, com onboarding estruturado das soluções que demonstrem valor real. “A questão não é proibir o uso de IA — é criar mecanismos para que as inovações cheguem a algum lugar, preferencialmente a um centro de competência que possa disseminar esse conhecimento para toda a instituição”, afirmou. Outro destaque foi a proposta de criação de comitês de ética de IA, separados da estrutura de TI, e de relatórios internos e externos de governança — à semelhança dos dashboards apresentados no relato técnico anterior. “Por que não posso ter um dashboard de governança de IA, da mesma forma que temos dashboards operacionais?”, questionou. Durante o Q&A, Lidiane Cristina da Silva informou que a Unifesp está elaborando sua política de uso de IA voltada ao contexto educacional e destacou a iniciativa do MEC de um sandbox regulatório para inovações em IA na educação. A discussão também abordou o modelo Sabiá, da Maritaca AI, desenvolvido por pesquisadores da Unicamp e treinado especificamente para o português do Brasil, como alternativa com menor taxa de alucinação para o contexto das federais brasileiras.